PT leva ao Ministério Público relatos de boicotes políticos em Prudente
Vice-presidente do PT apresentou registros ao promotor de Justiça sobre publicações que incentivam boicotes a empresas.
Por Redação, Oeste Cidade | Notícias de Presidente Prudente e Região

A divulgação de conteúdos nas redes sociais que incentivam boicotes a empresas por supostas ligações político-partidárias motivou uma iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) em Presidente Prudente (SP). O caso foi levado ao Ministério Público, com a apresentação de registros e relatos sobre possíveis retaliações contra pessoas e estabelecimentos comerciais.
Siga o Portal Oeste Cidade no Instagram clicando aqui
O vice-presidente do PT em Presidente Prudente, Helber Guedes, esteve com o promotor de Justiça Fernando Galindo Ortega para apresentar materiais relacionados a publicações que incentivam consumidores a boicotar empresas associadas a eleitores do partido. O material também inclui uma possível lista com nomes de empresas e funcionários.
Durante o encontro, o promotor prestou orientações sobre a preservação de provas e os procedimentos para encaminhar as informações às autoridades competentes.
O partido defende que cada situação seja analisada individualmente, considerando o conteúdo divulgado e as circunstâncias em que as publicações ocorreram. A iniciativa busca levar os casos ao conhecimento das autoridades para que sejam avaliados conforme suas particularidades e eventuais implicações legais.
As autoridades competentes deverão avaliar os elementos apresentados em cada caso. Até o momento, as informações divulgadas não permitem atribuir a autoria das listas ou confirmar responsabilidades pelas publicações.
Boletim de ocorrência
Em Presidente Prudente, a Polícia Civil também registrou um boletim de ocorrência por tentativa de difamação. O documento foi elaborado pela Delegacia Eletrônica após uma pessoa relatar que seu estabelecimento comercial foi associado, em publicações nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, a uma determinada orientação política.
Conforme o registro, a responsável pelo estabelecimento afirmou que a posição atribuída à empresa não havia sido manifestada publicamente em seu nome. O conteúdo também incentivaria a população a não consumir produtos, contratar serviços ou recomendar o comércio, o que, segundo a noticiante, poderia prejudicar a reputação e a atividade comercial.
Como o boletim havia sido registrado recentemente, a Polícia Civil informou que ainda não havia outras informações disponíveis sobre o caso.





