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Lincoln Gakiya pode assumir cargo na Segurança Pública do governo Lula

Gakiya afirma que aceitaria um eventual convite para integrar o governo Lula, mas ressalta que ainda não recebeu proposta oficial.

Por Redação, Oeste Cidade | Notícias de Presidente Prudente e Região

Lincoln Gakiya revela disposição para atuar no combate ao crime organizado em Brasília. Foto: Antonio Milena/VEJA
Lincoln Gakiya revela disposição para atuar no combate ao crime organizado em Brasília. Foto: Antonio Milena/VEJA

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido nacionalmente por sua atuação contra o crime organizado, declarou que está disposto a assumir um cargo em um eventual Ministério da Segurança Pública do governo federal. Integrante do Gaeco em Presidente Prudente (SP), ele afirmou que aceitaria uma possível indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A declaração foi dada à CNN Brasil nesta terça-feira (27). Apesar de demonstrar interesse na possibilidade, Gakiya ressaltou que ainda não recebeu convite oficial para ocupar uma função na estrutura federal.

A eventual entrada do promotor no governo ocorreria em um momento de discussão sobre novas estratégias nacionais para enfrentar as facções criminosas. Ao longo da carreira, Gakiya ganhou destaque por investigações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização que o considera um adversário e contra a qual existem ameaças de morte direcionadas a ele.

O nome do integrante do Ministério Público paulista já havia sido citado em discussões políticas sobre o comando da área de segurança. Em agosto, durante a campanha eleitoral, o então candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que pretendia convidá-lo para integrar sua equipe caso vencesse a disputa.

A criação de um Ministério da Segurança Pública também está entre as propostas debatidas pelo governo Lula. A pasta poderá ser estruturada em etapas, com a possibilidade de que seu funcionamento completo fique para 2027, em razão de questões orçamentárias.

Na avaliação de Gakiya, o enfrentamento ao crime organizado depende de maior articulação entre as forças policiais estaduais e federais. Ele também discorda da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, defendendo que os grupos sejam compreendidos como estruturas criminosas com características de máfias.

A experiência do promotor inclui ainda a participação, em 2025, na elaboração do texto do projeto de lei Antifacção, voltado ao combate às organizações criminosas. A proposta posteriormente deu origem à legislação específica sobre o tema.