Passagem de ônibus sobe para R$ 6 em Presidente Prudente a partir de novembro
Por Redação, Oeste Cidade

A tarifa do transporte coletivo urbano de Presidente Prudente passará de R$ 5,00 para R$ 6,00 a partir de 1º de novembro. O reajuste foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (21) e ocorre após quase quatro anos sem alteração no valor da passagem.
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Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob), a atualização considera o aumento dos custos operacionais do sistema, incluindo combustíveis, salários, encargos trabalhistas, pneus, peças, manutenção e seguros.
De acordo com os dados apresentados pela pasta, o município destinou aproximadamente R$ 54 milhões em subsídios para cobrir parte das despesas do transporte coletivo durante o período em que a tarifa permaneceu congelada.
Mesmo com o reajuste, o poder público continuará custeando a maior parte do serviço. A tarifa técnica, que representa o custo efetivo do transporte por passageiro, é estimada em R$ 15,23. Com a passagem a R$ 6, o usuário pagará cerca de 39% desse valor, enquanto o restante continuará sendo coberto por subsídios e outras fontes de financiamento.
Entre janeiro de 2023 e julho de 2026, a inflação acumulada pelo IPCA foi de aproximadamente 18,3%. No mesmo período, o custo operacional por quilômetro rodado passou de R$ 10,07 para R$ 12,07, uma alta de cerca de 20%.
Questionamentos do Ministério Público
A revisão tarifária também ocorre após questionamentos do Ministério Público do Estado de São Paulo sobre a ausência de reajustes anuais, os motivos para a manutenção do valor da passagem e a situação financeira do sistema de transporte coletivo.
Antes de definir o aumento, a Semob também avaliou medidas para reduzir as despesas, como mudanças em linhas, itinerários e horários, principalmente nos serviços com menor demanda.
Alterações chegaram a ser implementadas no início de 2026, com o objetivo de diminuir a quilometragem percorrida pelos ônibus e reduzir os custos. No entanto, após reclamações dos usuários, o modelo anterior foi retomado.
A secretaria informou que continua estudando alternativas para organizar o serviço e controlar as despesas, buscando manter o atendimento à população e reduzir o impacto dos custos sobre os passageiros.





