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Oeste Cidade | Notícias de Presidente Prudente e Região

Câncer de próstata mobiliza 24 atendimentos por hora no estado

Levantamento aponta 209,6 mil procedimentos em 2025, o equivalente a 24 atendimentos por hora.

Por Redação, Oeste Cidade | Notícias de Presidente Prudente e Região

Câncer de próstata mobiliza 24 atendimentos por hora no estado
Foto: SUS registra quase 210 mil atendimentos contra câncer de próstata em 2025. Foto: Governo SP

O número de atendimentos para investigação e tratamento do câncer de próstata pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de São Paulo aumentou 21,8% entre 2023 e 2025. No ano passado, foram registrados 209.611 procedimentos ambulatoriais e internações hospitalares, o equivalente a aproximadamente 24 atendimentos por hora.

Os dados são de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Em 2023, foram contabilizados 172.054 atendimentos. No ano seguinte, o número subiu para 190.672, chegando a 209.611 em 2025, uma alta de 9,9% em relação a 2024.

De janeiro a agosto de 2026, outros 125.254 atendimentos foram registrados. Com isso, o total acumulado desde o início de 2023 chegou a 697.591 procedimentos. Os números representam atendimentos realizados, e não pacientes únicos, já que uma mesma pessoa pode aparecer mais de uma vez no levantamento.

O crescimento ocorre em meio às campanhas de conscientização do Novembro Azul, que reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Segundo o urologista Danilo Castro Nagato, do Hospital Regional de Barueri, os homens estão demonstrando maior interesse pelos cuidados preventivos, inclusive nas faixas etárias mais jovens.

Sinais de alerta e diagnóstico

O câncer de próstata se desenvolve a partir do crescimento descontrolado de células da glândula localizada abaixo da bexiga. A doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que torna importante a atenção aos fatores de risco e o acompanhamento médico.

Entre os sinais que merecem investigação estão dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário e presença de sangue na urina. Esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições, mas exigem avaliação profissional.

A investigação pode incluir o exame de sangue PSA e o toque retal. A confirmação da doença, porém, depende da realização de biópsia.

A Sociedade Brasileira de Urologia orienta que homens sem sintomas conversem com um médico sobre a avaliação da próstata a partir dos 50 anos. Para aqueles com maior risco, como homens com histórico familiar da doença ou homens negros, a orientação é antecipar essa conversa para os 45 anos.

Já o Instituto Nacional de Câncer (Inca) não recomenda o rastreamento de rotina para homens sem sintomas e defende que a decisão seja tomada após orientação médica, considerando os possíveis benefícios e riscos dos exames.

Como buscar atendimento pelo SUS

Homens que apresentam sintomas ou desejam orientação sobre os cuidados com a saúde podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Outra alternativa é o programa Filho que Ama Leva o Pai ao AME, da Secretaria de Estado da Saúde. A iniciativa oferece gratuitamente consultas e exames nas áreas de cardiologia e urologia para homens a partir dos 50 anos, sem necessidade de encaminhamento médico.

Os atendimentos são realizados aos sábados, mediante agendamento pelo telefone 0800 779 0000, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados.

Para solicitar uma vaga, é necessário apresentar RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência.

Recursos ampliam diagnóstico e tratamento

O Estado também utiliza a Tabela SUS Paulista para complementar os valores pagos pelo sistema federal aos hospitais e instituições conveniadas. A medida busca ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a espera por procedimentos.

Na assistência ao câncer de próstata, os recursos adicionais contemplam diferentes etapas, desde exames e biópsias até cirurgias, radioterapia e hormonioterapia.

De acordo com os valores estabelecidos em resolução de novembro de 2024, a remuneração da biópsia de próstata na modalidade hospitalar é aproximadamente 260% superior à tabela federal. Já para procedimentos cirúrgicos oncológicos, como a prostatectomia, a diferença chega a cerca de 390%.